quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fapesb aprova projeto de pesquisadora sulbahiana


Pesquisadora, professora e jornalista Renata Smith


O livro Documentário e Turismo Cultural – Um Olhar Sobre Jorge Amado, de autoria da pesquisadora Renata Smith, da Unime/Itabuna, foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e terá sua publicação garantida em 2009 através de uma parceria firmada pelo governo do estado e a Editus (Editora da Uesc). O livro integra o projeto Expressões Culturais, Literatura e Turismo (Ecult), coordenado pela doutora Maria de Lourdes Netto Simões. O Ecult foi o único no gênero literatura aprovado na Bahia este ano e é vinculado ao grupo de pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais (Icer) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Economista e jornalista com especialização em Rádio e TV e mestrado em Cultura e Turismo, Renata Smith é professora das disciplinas de Assessoria de Imprensa e Telejornalismo da Unime, entidade parceira da Uesc, nesta ação.

De acordo com Renata, o livro contribui para as reflexões sobre a interface entre cultura e turismo a partir do estudo do imaginário de Jorge Amado, tomando o gênero documentário como linguagem de difusão cultural. A ação da pesquisadora também contempla, com apoio do Icer e da Unime, a produção de um vídeo-documentário que resgata um dos últimos depoimentos da escritora Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, morta este ano, fazendo uma referência direta à importância do escritor como homem e autor consagrado em mais de 50 obras entre livros, peças e autos. “O livro e o documentário espelham a jornada de pesquisa que trilhei durante o mestrado, com a feliz possibilidade de unir ciência e paixão por um tema de grande importância para todo o sul da Bahia”, revela a autora. A solenidade para a assinatura do termo de outorga junto à Fapesb será realizada em Salvador no próximo dia 17.

Avanço – Além de ter sido aprovado pela Fapesb, o projeto Ecult que contempla ações de Renata Smith e mais 10 pesquisadores regionais também acaba de alcançar uma outra importante conquista. Foi aprovado no Edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), fato que vai permitir mais recursos para a operacionalização dos projetos que objetivam a valorização das expressões culturais da região sul da Bahia e a discussão sobre a sua identidade com a preocupação de dar visibilidade ao patrimônio local e de contribuir com o desenvolvimento regional.


Jornalista Responsável: MM - DRT(Ba) 2461




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A espetacularização da mídia

Artigo de minha autoria publicado no Observatório da imprensa, ontem, dia do funcionário público(28). Na coluna Feitos & Desfeitas.

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CASO SANTO ANDRÉ

A espetacularização da mídia

Por Valério Bomfim em 28/10/2008

Geralmente, a imagem que temos da mídia e de seus representantes – jornalistas ou não – é de que são os salvadores, que defendem a vida acima de tudo, que são imbuídos por princípios que, acima de tudo, defendem os mais fracos, os oprimidos; que o seu papel é, em qualquer circunstância, o de defender o mais frágil. Infelizmente, nem sempre é assim – mais uma vez, em menos de seis meses, não foi.

O sensacionalismo, a cultura do consumo, exacerbadamente trabalhada desde a infância e em todas as áreas, inclusive a da informação e a falta de regulamentação da profissão, com certeza ajudaram muito nas distorções que vemos do papel da mídia a décadas e, recentemente, no caso Nardoni e Eloá, transformaram a mídia em espetáculo, infelizmente barato, chulo. O papel da imprensa é informar, ou será que também é nosso papel sermos juízes, promotores, advogados de acusação, e às vezes de defesa, psicólogos, psiquiatras, criminalistas, especialistas em segurança, ou seja lá o que for?

O caso da menina Eloá, de quinze anos, me fez refletir mais profundamente sobre o papel da imprensa na sociedade, em minha sociedade. O meu papel, como futuro jornalista, representante da imprensa. Esta imprensa?

Por que a imprensa tem tanta dificuldade em fazer autocrítica? Esta é uma pergunta bastante oportuna.

Descontrole total

Na segunda-feira (13/10), o Brasil acordou com a notícia de que um rapaz de 22 anos havia feito refém sua ex-namorada, de 15 anos, uma amiga e mais dois colegas de escola. Dali por diante, até o final trágico da "novela armada pela mídia", foram mais de 100 horas e dezenas de capítulos sobre Lindemberg Fernandes Alves, em primeiro momento um jovem trabalhador (tinha dois empregos para ajudar a família), sem vícios, não bebia, não fumava.

Com o passar dos capítulos, o jovem rapaz foi sendo narrado como um criminoso, desequilibrado, seqüestrador, marginal de alta periculosidade. As mídias, para venderem sua novela, recheavam os capítulos de detalhes, um seleto grupo de profissionais "habilitados e gabaritados" passou a dar entrevistas: advogados, especialistas em segurança, psiquiatras, criminalistas, psicólogos foram traçando o perfil psicológico, social, amoroso e todos os possíveis, imagináveis e impossíveis do rapaz, agora marginal. As mídias submeteram "os especialistas" a perguntas ridículas do tipo "O que o rapaz estava pensando quando entrou no apartamento?", "O que ele queria quando colocou a camisa do São Paulo na janela?"

Daí para a loucura foi um pulo. Eis que no segundo dia, Lindemberg falou com uma emissora de TV e o "espetáculo" ficou ainda mais sórdido. Nesse momento, tive a certeza do total descontrole da mídia, da total inversão de valores, de papéis, a perda de referências básicas, a desestabilização da noção original de uso e significado das mídias e o que é pior, a capacidade que a mesma tem de dar novo significado a seu papel, ou pelo menos tentar.

Ética e bom senso

Dois dos mais renomados apresentadores de TV, José Luiz Datena e Sônia Abrão, jornalistas, diga-se de passagem, chegaram ao cúmulo do absurdo de bater boca no ar para decidir quem tinha a melhor equipe de reportagem, a mais preparada, competente; quem fazia um jornalismo mais ético. Ético? Será que os dois têm a real noção do significado desta palavra? Será que esqueceram os manuais, as regras, os limites? A responsabilidade.

Daquele momento em diante, todos eram "negociadores", especialistas em seqüestro e resgate, desde os entrevistados até os apresentadores, passando por pastores evangélicos, advogados e toda sorte de gente querendo aparecer e "vender seu peixe". Passaram a falar com o rapaz/delinqüente usando a televisão como mídia (meio). Como se estivéssemos no MSN, on line, vários comentaristas de segurança (novo verbete, o mesmo que repórter policial) começaram dizer: "Este rapaz está fazendo um passeio pelo Código Penal", enquanto outros, usurpando a função dos juízes, estimavam a pena em 28, 30, 40 anos.

Qualquer pessoa em sã consciência saberia que aquele comportamento não estava ajudando em nada. Pelo contrário, só atrapalhou, pois por telefone o rapaz deixou claro que seu maior medo era ser preso e levar tiros. A ética e o bom senso não indicariam evitar, pelo menos, comentários sobre punição? Ora, era óbvio que ele estava acompanhando tudo pela televisão e com essa atitude a mídia atrapalhou o sucesso da operação, mostrando a todo o momento, em detalhes, passo a passo, as ações da polícia e seu posicionamento.

Manuais de redação rasgados

Para a imprensa e seus "atores", qualquer questionamento feito a respeito de seu papel neste e em outros episódios, a exemplo do caso Nardoni, a resposta será a mesma: "Só estamos fazendo nosso trabalho." Será que alguém ainda acredita que é possível fazer jornalismo de forma diferente, mais humana e com mais respeito? Será esse o trabalho da imprensa?

Após o fim trágico da novela mexicana da mídia, assistimos já cansados, à caça às bruxas, aos culpados, aos bodes expiatórios. Interessante é perceber que as mídias não se incluem entre eles e, como em qualquer categoria corporativista, não apontam os seus também. Nem Record, nem Rede TV, nem Datena, nem Sônia. Agora, é hora de todos – das mídias – culparem a polícia, o estado, pois afinal estes são os verdadeiros culpados – os primeiros demoraram a agir e quando o fizeram foi totalmente foras dos padrões internacionais, segundo pseudo-especialistas (que durante quatro dias sequer apareceram para oferecer seus serviços); o segundo por não ter proporcionado as condições básicas necessárias para que "todos" tivessem ou tenham segurança e, depois, por não oferecer às polícias a preparação digna para lidar com casos onde a classe média seja o alvo.

Será que algum dia vamos cortar na própria carne? Vamos discutir o trabalho da imprensa? Seu verdadeiro significado? Alguém vai admitir que, mesmo despreparados, ainda assim usurparam a função do negociador, do estado, dos psicólogos etc., falando com um desequilibrado com reféns? E aumentando seu ego doentio, sua ilusão de ator, de celebridade (pois para ele, e todos os que assistiram, parece que tudo não passou de uma novela). Alguém vai degustar o sabor amargo do fracasso e dizer que não deveria ter dado tanta notoriedade para um insano rapaz que estava ameaçando vidas? Alguém vai admitir que, nessa louca procura por "audiência e furo de reportagem", a ética jornalística foi para os quinto dos infernos? Alguém admitirá que sob o estandarte "Essa é a função do jornalista" todos os limites – morais, éticos, políticos, pessoais, civis, econômicos – foram quebrados?

Todos os limites foram transpostos, todos os liames ultrapassados, todos os paradigmas quebrados, todos os manuais de redação rasgados.

Direitos e deveres

Até quando vamos participar deste showrnalismo sem nos sentirmos culpados? Até quando participaremos, dando audiência e assistindo a esses canais, permitindo que eles transgridam todas as leis e limites?

Em verdade, precisamos de uma nova matéria-prima para construirmos novos homens e mulheres, pois devemos a cada instante nos perguntar: a imprensa, as mídias, são o que nós queremos, ou nós somos um produto dela? Nós construímos a agenda setting ou ela nos constrói? Ou será que a palavra correta seria destrói?

Precisamos urgentemente criar uma cultura de consumo baseada, principalmente, na necessidade real. Será que precisamos disto? Devemos ter olhar crítico, sermos comedidos, fazer análise dos discursos, do que está por trás de cada programa de TV, rádio, jornal, das mídias em geral, quais as suas verdadeiras intenções.

Para os estudantes de jornalismo como eu, um alerta: devemos fixar o olhar nos erros para aprendermos com eles, lutarmos para criar uma nova mídia onde o central não seja o lucro a todo custo, mas o homem, a sociedade, o bem comum. Discutirmos a cada dia o nosso papel enquanto "formadores de opinião", lutarmos desde já pela regulamentação da função de jornalista, para que possamos não só ter direito à liberdade de imprensa, mas deveres, responsabilidades, pelo que fazemos e veiculamos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O REI DO XADREZ.

“ARTICULAÇÕES PARA A ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA LEVAM EM CONTA A PLEBE.”

O vereador eleito pelo PSDC, Dinho Gás, em entrevista ao programa O Tabuleiro de sexta-feira (24) fez uma prévia de como será o seu mandato, participativo, interativo, dando mais ênfase a população do Nossa Senhora da Vitória, bairro onde vive com sua família e obteve maior parte de seus votos.O vereador eleito disse que sua campanha foi sem recursos, que todos os votos que conquistou é fruto de um trabalho social que já realiza há algum tempo.

Baixo clero

Acostumados a decidir a composição da mesa diretora da câmara sem ouvir os novos vereadores, os reeleitos desta vez, com a nova composição do colegiado e o desenho atual – maioria da base de sustentação do prefeito -, precisaram descer do “altar” e buscar entendimento com o baixo clero - vereadores de partidos tidos como nanicos ou de pouca importância política. A atitude de “humildade”, não parece ter surtido o efeito desejado, pois ainda assim, as coisas caminham para um confronto entre novos (1º mandato) e velhos (reeleitos),isso ficou evidente na entrevista concedida ao programa O tabuleiro pelo mais novo vereador eleito, representante das classes mais humildes (plebe) da sociedade e membro do baixo clero, Dinho Gás.

Em relação à presidência da Câmara, Dinho disse já ter conversado com os vereadores Jaílson Nascimento e Aldemir Almeida e que deve conversar nas próximas horas com o atual presidente, Alisson Mendonça.

O futuro edil revelou que o grupo dos seis novos vereadores, G6, conhecido também por “noviços rebeldes” composto por ele (Dinho - PSDC), Tarcisio (PMN), Valmir de Inema (PP), Gurita (PP), Bel do Vilela (PSDC), e Paulo Carqueja (PT), já se reuniu e pretendem lançar um nome para concorrer à presidência da casa. Disse ainda, que não descarta a possibilidade de fazer parte da mesa diretora já no 1º biênio.

“O ‘tabuleiro’ está na mesa, armado, as pedras estão se movimentando e vencerá a partida, quem conseguir ganhar o rei.”

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

PREFEITURA É DENUNCIADA NO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.


O Ministério Público de Ilhéus enviou correspondência informando aos membros da “Campanha Quem não deve, não teme!” informando que o caso do desvio de verbas do PNATE – Programa Nacional do Transporte Escolar foi remetido ao Ministério Público Federal, por se tratar de recursos transferidos pela União. O caso em especial é o do pagamento de 50 faixas para divulgar o projeto verão, pagos ao senhor Guilherme Machado de Azevedo, com dinheiro do Transporte escolar.

Quando da fiscalização feita pelos membros da campanha, não foi encontrado, na pasta referente a este pagamento, nenhum contrato que comprovasse a prestação do serviço, o que é no mínimo estranho. Por conta disso e de vários outros indícios de mau uso do dinheiro público, ingressamos no ministério público estadual com denúncia contra o gestor do município.

Estamos divulgando por entender que esse tipo de informação deve ser de domínio público, pois demonstra que vale à pena provocar, insistir, cobrar, fiscalizar etc., para que instituições públicas funcionem e cumpram suas obrigações.

Aproveitamos para parabenizar as pessoas / entidades que participam da Campanha Quem Não Deve Não Teme, em Ilhéus, neste ano de 2008, pois denúncias feitas, como essa da utilização de dinheiro do transporte escolar para fazer propaganda de "Projeto Verão" não podem mais ficar impunes e sem essas corajosas e obstinadas pessoas, nossa cidade estaria bem pior.


Atenciosamente,

Valério Bomfim
Transparência Ilheus
Correio eletrônico: transparenciailheus@gmail.com
Página: www.transparenciailheus.blogspot.com
Ilhéus - BA.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PERUNA FALA SOBRE O ATAQUE DO BLOG ABORDUNA.

Estive em contato no dia de ontem(9) com o Policial PERUNA e conversamos a respeito do artigo publicado em um outro blog sobre o concurso da Guarda Municipal, onde na matéria dizia-se que ele, o policial, teria assinado no lugar de seu primo Hamilton, que teria chegado atrasado ao local da prova. PERUNA explicou que estava no local atendendo com a sua equipe a uma solicitação por parte dos organizadores do concurso que relataram uma suposta agressão a pessoas da empresa responsável pelo concurso. Disse ainda, que em nenhum momento se quer falou sobre o assunto e nem citou o nome de seu primo com alguém. Afirmou que estava em serviço e que ficou surpreso ao saber da nota no tal blog e que ficou chateado com a matéria do blog que se quer lhe deu o direito de se explicar. Por fim, disse que espera logo após publicado aqui neste blog, que o blog que o atacou também o faça, mostrando desta forma os dois lados da moeda.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Horário Eleitoral Gratuito,1, 2, 3, gravando!



*Elias Reis
Próximo dia 19 de agosto começa em todo o país a veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio, nos termos dos art. 31, 32 e 33 da Resolução n° 22.7l8/08 do Tribunal Superior Eleitoral. As emissoras da cidade de Ilhéus, especificamente, começam a elaborar o plano de mídia, visando e adequando-se a geração dos programas em rede e das inserções estabelecidas em sorteio prévio, conforme determinação em lei especifica.Será que é louvável a propaganda eleitoral gratuito no rádio? Será que é possível a interferência da propaganda na escolha do candidato? Será que é democrática a sua exigência? Será também que o tempo é suficiente para que os candidatos projetem suas idéias e os seus objetivos? Será que alguém ainda perde tempo ouvindo a propaganda eleitoral gratuita no rádio?A propaganda acontece do dia 19/08 a 02/10 em dois períodos de 30 minutos cada. Das 07:00 às 07:30h, e das 12:00 às 12:30h. A geração em rede ficou assim distribuída: De 19 a 25/08 - Rádio Santa Cruz; De 26/08 a 0l/09 - Gabriela FM; De 02 a 08/09 - Rádio Bahiana; De 09 a 16/09 – FM Cidade; De 17 a 24/09 - Rádio Cultura e, por último, FM Conquista de 25/09 a 02/10. Se não bastasse, as emissoras ainda estão obrigadas a reproduzirem as inserções diárias em quatro blocos dentro de suas grades de programação, preferencialmente, nos intervalos comerciais, no limite mínimo de quatro minutos e meio.A propaganda eleitoral gratuita será dividida entre majoritárias e proporcionais, assim definidas: Nas 2ª, 4ª e sextas-feiras a propaganda ficará entre os candidatos a prefeitos (e vice-prefeitos); Nas 3ª, 5ª e sábados ficarão divididas entre os candidatos a vereadores de todos os partidos e coligações. Para a felicidade dos ouvintes, no domingo não haverá propaganda eleitoral.

A distribuição diária de tempo para as majoritárias em Ilhéus segue as linhas ditadas pela lei: Coligação Acelera Ilhéus - 11 minutos e três segundos; Coligação É Mais Ilhéus - 08 minutos e vinte e quatro segundos; Coligação Trabalho e Transparência - 03 minutos e três segundos; PR - 02 minutos e cinqüenta e oito segundos e, DEM - 04 minutos e trinta e dois segundos.Já nas proporcionais à distribuição de tempo ficou assim estabelecida: Coligação PP/PHS - 02 minutos e trinta e seis segundos; Coligação PRB/PMDB/PTN/PRTB - 04 minutos e vinte e seis segundos; Coligação PT do B/PSL - 57 segundos; Coligação PSB/PPS/PSDB - 05 minutos e vinte e cinco segundos; Coligação PSC/PV - Um minuto e quarenta e seis segundos; Coligação PSDC/PTB - Um minuto e quarenta e nove segundos; Coligação PT/PC do B - 04 minutos e quarenta segundos; Coligação PSOL/PDT - Um minuto e cinqüenta e oito segundos; PR - Um minuto e cinqüenta e três segundos; DEM - 03 minutos e vinte e sete segundos e, por último, PMN - Um minuto e dois segundos.Considerando o tempo disponibilizado para cada partido e/ou coligação nas proporcionais e o número de candidatos a vereadores, o PT do B/PSL será a coligação com o menor tempo para cada postulante: Dois segundos. Lembrando que nesta coligação ainda existe um gaguinho; Já o partido com o maior tempo para cada candidato será o DEM, com aproximadamente 25 segundos. Tempo suficiente até mesmo para se auto-declarar candidato novamente a vereador nas próximas eleições.Apesar do Brasil se intitular um país democrático, somos obrigados a votar; as emissoras de radiodifusão são obrigadas a veicularem propagandas eleitorais gratuitas; aos menores de 16 anos é facultativo o voto, porém não podem se candidatar e nem mesmo responder penalmente; O estupro é condenável, porém é ilegal interromper o fruto deste mesmo estupro; O candidato de ficha suja, o político malandro continua se candidatando, porém o analfabeto não pode se candidatar. Sendo que este mesmo analfabeto é reflexo de uma sociedade desigual, injusta e perversa, onde a educação tornou-se um produto de luxo. Estas são algumas das discrepâncias das leis.Enquanto ficarmos omissos e de braços cruzados, continuaremos ouvindo baboseiras, hipocrisias e utopias dos famintos do poder. Mercenários do além!
* Elias Reis é Radialista, Articulista e membro do sindicato dos radialista de Ilhéus.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A hora do pacato cidadão

* Marcos Pennha


Em época de eleição há uma espécie de aguçamento das questões sociais, que estão intimamente ligadas às políticas. É o momento em que são discutidos temas cruciais como saúde, habitação, emprego, segurança, melhor distribuição de renda e tudo o mais. A maior parte da população vive desiludida, cada vez mais, com os políticos partidários. E não é para menos.Nos noticiários, muitos casos de corrupção, que freqüentemente ficam por isso mesmo. Até nesse caso, constata-se a desigualdade no tratamento aos infratores. Quando, por exemplo, o sujeito simples, desempregado, entra no supermercado e rouba algum gênero alimentício para saciar a sua fome ou as de sua mulher e de seus filhos, é execrado publicamente. Se ele corre, populares e polícia lhe perseguem. Quando pego, é linchado, preso e obrigado a devolver o produto roubado. Diferente dos grandes infratores do erário. Em primeiro lugar, esses não roubam. Desviam. E por desviarem, não são presos. Caso isso ocorra, ficam em ‘celas’ de luxo, com tudo à disposição, e às vezes por um pequeno período. Não são obrigados a devolver o – digamos assim – ‘desvio’. E, finalmente, se – no caso de representantes públicos - participam de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), estão no direito de não responderem nada, pode?


Bom esclarecer que não há nenhuma intenção de se fazer apologia ao crime por gente de classes menos abastadas. Deve-se sim ajustar as coisas para que não haja injustiça. A lei tem que ser única, válida para todos, indiscriminadamente. Para tal, deve haver a mudança de pensamentos e práticas, primeiramente, do cidadão comum. Pode um eleitor, que negociou seu voto de alguma forma, cobrar do político eleito? Tem que votar conscientemente para ganhar o direito de cobrança às autoridades constituídas.


Ilhéus tá passando por momentos de grande esperança no futuro. São cinco candidatos a prefeito: André Luis (PSOL), Antônio Carlos do Espírito Santo (DEM), Carlos Machado (PR), Newton Lima (PSB)/candidato à reeleição e Ruy Carlos Carvalho (PT). Newton e Ruy pertencem a partidos da base aliada do governador Jaques Wagner (PT). A campanha será polarizada pelos dois, sem querer desmerecer os outros três candidatos.


A partir de janeiro de 2005 a cidade começou a viver momentos de amargura, devido a desastrosa administração do prefeito Valderico Reis, cassado pela Câmara Municipal – num placar de 12 X 1, em Julho/2007. O prefeito eleito terá que se ajustar à nova era. No dia 8 de Julho, a Câmara Municipal aprovou, em segundo turno, a Emenda073, que institui a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do “Programa de Metas” pelo poder executivo. Agora, é lei. Essa lei, inspirada em projetos executados em Bogotá, capital colombiana, em São Paulo e em Ilha Bela (litoral norte paulista), visa incentivar a construção de um processo permanente de desenvolvimento sustentável, aos cidadãos de todos os setores da sociedade, para que sejam garantidos:


· Ambiente salutar de justiça social nos níveis de qualidade de vida.


· Atendimento às legítimas necessidades da população.


· Boas oportunidades de trabalho digno, bem como de crescimento profissional.


· Condições apropriadas para a sua livre manifestação cultural.


Ilhéus é a primeira cidade baiana que tem esse projeto inserido na Lei Orgânica do Município (L.O.M.). Foi um grande passo dado pela sociedade organizada, rumo a verdadeira prática da democracia. A população tem que ficar atenta, vigilante, cobrando dos seus representantes legítimos, sugerindo, opinando. Só assim é possível começar a sonhar com um futuro de justiça social.

* Marcos Pennha é bacharel em Ciências Econômicas. Redige, periodicamente, matérias para o WWW.cdlilheus.com.br , bem como assina uma coluna de humor. É redator do jornal Foco Regional,que tem, também, o WWW.jornalfoco.com.br , além da coluna de humor. Escreve artigos e notas de divulgação para os sites WWW.acaoilheus.org e WWW.r2cpress.com.br