sexta-feira, 18 de junho de 2010
MULTAS DE TRÂNSITO SERÃO CANCELADAS EM ILHÉUS.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Ficha Limpa valerá em 2010
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu uma consulta ontem (10) e, por maioria de votos, firmou entendimento de que a Lei da Ficha Limpa pode ser aplicada a partir das eleições deste ano.
O autor do questionamento a respeito da validade da lei foi o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Ele questionava se “lei eleitoral que disponha sobre inelegibilidades e que tenha a sua entrada em vigor antes do prazo de 05 de julho poderá ser efetivamente aplicada para as eleições gerais de 2010".
A dúvida surgiu com base na interpretação do artigo 16 da Constituição Federal, segundo o qual a lei que alterar o processo eleitoral não se aplica à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Durante a sessão em plenário, a representante do Ministério Público Eleitoral, Sandra Cureau, destacou que o projeto de lei está intimamente ligado a insatisfação popular e vontade das pessoas de que se tenha, daqui pra frente, candidatos que os leve a crer e a confiar que serão pessoas capazes de cumprir o mandato sem se envolver em escândalos. Ela sustentou ainda que a aplicação da lei nas eleições deste ano não coloca em risco a segurança jurídica porque as convenções partidárias ainda não ocorreram e, portanto, ainda não foi iniciado o processo eleitoral.
Já o relator da consulta, ministro Hamilton Carvalhido observou que primeiramente seria necessário analisar a definição de processo eleitoral, ou seja, quando se dá o seu início e o seu final para então responder a consulta. Em sua opinião, “o processo eleitoral não abarca todo o direito eleitoral, mas apenas o conjunto de atos necessários ao funcionamento das eleições por meio do sufrágio eleitoral”.
Com esse entendimento, o ministro votou no sentido de que a Lei da Ficha Limpa não altera o processo eleitoral pelo fato de ter entrado em vigor antes do seu início e, portanto, não se enquadra no que prevê o artigo 16 da Constituição.
Ele lembrou situação análoga em que o TSE respondeu a Consulta 11173 há 20 anos, feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a aplicabilidade da Lei Complementar 64/90. Isso porque esta lei determinou que os membros da OAB que pretendem se candidatar a cargo eletivo devem se afastar de suas atividades nos quatro meses anteriores à eleição, sob pena de se tornarem inelegíveis. A OAB queria saber se a lei valeria para aquele ano.
Na ocasião do julgamento, o Plenário do TSE decidiu que a lei complementar passou a vigorar na data de sua publicação devendo então ter aplicação imediata.
O único a divergir foi o ministro Marco Aurélio, que votou pelo não conhecimento da consulta. Para ele, o processo eleitoral já começou inclusive com convenção partidária já iniciada e, por isso, responder a consulta seria tratar de caso concreto o que não é possível.
O ministro destacou que apesar de a lei complementar já ter entrado em vigor, “não alcança a eleição que se avizinha e não alcança porque o processo eleitoral já está em pleno curso”.
Fonte: Assessoria de Comunicação da SE-MCCE com dados do TSE.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Escritora lança livro no projeto Bahia de Todas as Letras
Além da palestra proferida por Ildásio Tavares, PHD em literatura portuguesa, pela Universidade de Lisboa, que falou sobre "Sonoridade e o cromatismo em Sosígenes Costa", seguido de debates, a literatura do sul da Bahia ganhou espaço privilegiado para debates com o projeto Bahia de Todas as Letras e também lançamento de autores regionais. Promovido pelas editoras Via Litterarum e Editus, em parceria com a Fundação Cultural de Ilhéus, o evento aconteceu nesta quarta-feira (2) no Teatro Municipal, dirigido a estudantes, professores de escolas públicas e particulares e amantes de literatura. O presidente da Fundação Cultural, Maurício Corso, destacou a importância da promoção de diálogos sobre a literatura, “não só através da leitura de grandes clássicos, mas com a inclusão de títulos da literatura regional no conteúdo programático das disciplinas afins e com a intensificação desses temas e de sua inserção em nosso cotidiano”. Houve ainda a entrega dos prêmios da quarta edição do Baía de Todas as Letras e o lançamento da quinta edição. Após a abertura, aconteceu uma série de atividades, a exemplo da palestra da mestre em estudos linguísticos pela UFMG, Glória de Fátima Lima, que falou sobre “Marras histórias: ação mediadora nas práticas leitoras”, seguida de Neila Brasil Bruno, mestranda em letras, linguagens e representações pela Uesc, que abordou sobre “Lobato e o leitor”. O público infantil também foi contemplado com a peça teatral “As aventuras de João e Maria”. O espetáculo é baseado na obra infanto-juvenil de Pawlo Cidade, que lançou mais quatro livros editados pela Via Litterarum: “Mistério na lama negra”, “A batalha dos nadadores”, “O caminho de volta” e “As aventuras de João e Maria”.
Na programação constaram apresentações dramatizadas extraídas de trechos do poema “Iararana”, de Sosígenes Costa, pelo ator José Adelmo e debates sobre “O romance baiano no século XX”, mediado pelo professor Jorge de Souza Araújo, doutor em letras vernáculas (literatura brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. A edição 2010 do projeto foi encerrada com homenagem a Ildásio Tavares, pelo Grupo Teatro Total, entrega do IV Prêmio Literário Baía de Todas as Letras e lançamentos de vários livros publicados pelas editoras Editus e Via Litterarum. Também comporam a mesa na abertura os representantes da editoras Via Litterarum, Agenor Gasparetto e Editus-Uesc, Baísa Nora. |
sexta-feira, 28 de maio de 2010
RENATA SMITH LANÇA LIVRO: UM OLHAR SOBRE JORGE AMADO

Documentário e Turismo Cultural
debatidos em livro de jornalista
O lançamento do livro ‘Documentário e Turismo Cultural: um olhar sobre Jorge Amado’, de autoria da jornalista Renata Smith, é uma boa opção para se conhecer melhor as possibilidades de uso do registro audiovisual - em linguagem documentária - para divulgação do setor turístico, no sul da Bahia, a partir da singularidade da vida e obra de nosso escritor maior. Inserido na programação do evento literário Bahia de Todas as Letras, o lançamento acontece na quarta-feira (02), às 20h, no Teatro Municipal (TMI), reunindo vários autores regionais.
“O livro procura contribuir para a reflexão e valorização da cultura e do turismo, através da mensagem-convite audiovisual em ações de marketing e interpretação do patrimônio, para estímulo ao deslocamento de turistas em novas experiências culturais e de lazer”, revela a autora, que para compor o texto e a produção de um documentário complementar, entrevistou 29 fontes do setor, incluindo as escritoras Zélia Gattai e Paloma Jorge Amado, respectivamente esposa e filha do escritor. “Originalmente esse trabalhado foi resultado da minha dissertação do Mestrado em Cultura e Turismo (UESC/UFBA) e alia meu repertório profissional como telejornalista a pesquisas na linguagem documentária gerando novas reflexões e prática”, completa.
Jorge Amado abriu uma janela global para o imaginário local da região cacaueira sul-baiana. Da literatura para o cinema e TV, a obra amadiana foi adaptada pela mídia, amplificando o convite à viagem. O desafio no livro de Renata Smith foi identificar como os diversos elementos, de forma e conteúdo, são combinados em ferramentas para divulgar e fortalecer a cultura e o turismo.
O livro - editado pela Editus/UESC - tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), União Metropolitana de Educação e Cultura (Unime-Itabuna), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através do projeto ‘Expressões Culturais, Literatura e Turismo (ECULT) do grupo de pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER),coordenado pela Doutora Maria de Lourdes Netto Simões.
Bahia de Todas as Letras - Considerados como uma das maiores celebrações da literatura em nosso município, a premiação e o debate literário acontecerão durante todo o dia de quarta-feira (02), no TMI. “Diálogos sobre literatura, lançamento de livros, homenagens, teatro e bate-papo com escritores serão alguns dos ingredientes que irão compor a premiação da 4ª edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras, realizado pelas editoras Via Litterarum e Editus, com o patrocínio da Fundação Chaves e apoio da Prefeitura de Ilhéus através da Fundação Cultural”, explica o produtor cultural e autor Pawlo Cidade. A programação inclui as palestras: ‘Narrar Histórias: Ação mediadora nas práticas leitoras’; ‘Lobato e o leitor’; ‘Jorge Amado e a ideia de grapiunidade’; ‘Café Literário: A Nova Poesia Baiana’; ‘O romance baiano no século XX’; ‘Sonoridade e Cromatismo em Sosígenes Costa ’.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Fapesb aprova projeto de pesquisadora sulbahiana

O livro Documentário e Turismo Cultural – Um Olhar Sobre Jorge Amado, de autoria da pesquisadora Renata Smith, da Unime/Itabuna, foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e terá sua publicação garantida em 2009 através de uma parceria firmada pelo governo do estado e a Editus (Editora da Uesc). O livro integra o projeto Expressões Culturais, Literatura e Turismo (Ecult), coordenado pela doutora Maria de Lourdes Netto Simões. O Ecult foi o único no gênero literatura aprovado na Bahia este ano e é vinculado ao grupo de pesquisa Identidade Cultural e Expressões Regionais (Icer) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Economista e jornalista com especialização em Rádio e TV e mestrado em Cultura e Turismo, Renata Smith é professora das disciplinas de Assessoria de Imprensa e Telejornalismo da Unime, entidade parceira da Uesc, nesta ação.
De acordo com Renata, o livro contribui para as reflexões sobre a interface entre cultura e turismo a partir do estudo do imaginário de Jorge Amado, tomando o gênero documentário como linguagem de difusão cultural. A ação da pesquisadora também contempla, com apoio do Icer e da Unime, a produção de um vídeo-documentário que resgata um dos últimos depoimentos da escritora Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, morta este ano, fazendo uma referência direta à importância do escritor como homem e autor consagrado em mais de 50 obras entre livros, peças e autos. “O livro e o documentário espelham a jornada de pesquisa que trilhei durante o mestrado, com a feliz possibilidade de unir ciência e paixão por um tema de grande importância para todo o sul da Bahia”, revela a autora. A solenidade para a assinatura do termo de outorga junto à Fapesb será realizada em Salvador no próximo dia 17.
Avanço – Além de ter sido aprovado pela Fapesb, o projeto Ecult que contempla ações de Renata Smith e mais 10 pesquisadores regionais também acaba de alcançar uma outra importante conquista. Foi aprovado no Edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), fato que vai permitir mais recursos para a operacionalização dos projetos que objetivam a valorização das expressões culturais da região sul da Bahia e a discussão sobre a sua identidade com a preocupação de dar visibilidade ao patrimônio local e de contribuir com o desenvolvimento regional.
Jornalista Responsável: MM - DRT(Ba) 2461
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
A espetacularização da mídia
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CASO SANTO ANDRÉ
A espetacularização da mídia
Por Valério Bomfim em 28/10/2008
Geralmente, a imagem que temos da mídia e de seus representantes – jornalistas ou não – é de que são os salvadores, que defendem a vida acima de tudo, que são imbuídos por princípios que, acima de tudo, defendem os mais fracos, os oprimidos; que o seu papel é, em qualquer circunstância, o de defender o mais frágil. Infelizmente, nem sempre é assim – mais uma vez, em menos de seis meses, não foi.
O sensacionalismo, a cultura do consumo, exacerbadamente trabalhada desde a infância e em todas as áreas, inclusive a da informação e a falta de regulamentação da profissão, com certeza ajudaram muito nas distorções que vemos do papel da mídia a décadas e, recentemente, no caso Nardoni e Eloá, transformaram a mídia em espetáculo, infelizmente barato, chulo. O papel da imprensa é informar, ou será que também é nosso papel sermos juízes, promotores, advogados de acusação, e às vezes de defesa, psicólogos, psiquiatras, criminalistas, especialistas em segurança, ou seja lá o que for?
O caso da menina Eloá, de quinze anos, me fez refletir mais profundamente sobre o papel da imprensa na sociedade, em minha sociedade. O meu papel, como futuro jornalista, representante da imprensa. Esta imprensa?
Por que a imprensa tem tanta dificuldade em fazer autocrítica? Esta é uma pergunta bastante oportuna.
Descontrole total
Na segunda-feira (13/10), o Brasil acordou com a notícia de que um rapaz de 22 anos havia feito refém sua ex-namorada, de 15 anos, uma amiga e mais dois colegas de escola. Dali por diante, até o final trágico da "novela armada pela mídia", foram mais de 100 horas e dezenas de capítulos sobre Lindemberg Fernandes Alves, em primeiro momento um jovem trabalhador (tinha dois empregos para ajudar a família), sem vícios, não bebia, não fumava.
Com o passar dos capítulos, o jovem rapaz foi sendo narrado como um criminoso, desequilibrado, seqüestrador, marginal de alta periculosidade. As mídias, para venderem sua novela, recheavam os capítulos de detalhes, um seleto grupo de profissionais "habilitados e gabaritados" passou a dar entrevistas: advogados, especialistas em segurança, psiquiatras, criminalistas, psicólogos foram traçando o perfil psicológico, social, amoroso e todos os possíveis, imagináveis e impossíveis do rapaz, agora marginal. As mídias submeteram "os especialistas" a perguntas ridículas do tipo "O que o rapaz estava pensando quando entrou no apartamento?", "O que ele queria quando colocou a camisa do São Paulo na janela?"
Daí para a loucura foi um pulo. Eis que no segundo dia, Lindemberg falou com uma emissora de TV e o "espetáculo" ficou ainda mais sórdido. Nesse momento, tive a certeza do total descontrole da mídia, da total inversão de valores, de papéis, a perda de referências básicas, a desestabilização da noção original de uso e significado das mídias e o que é pior, a capacidade que a mesma tem de dar novo significado a seu papel, ou pelo menos tentar.
Ética e bom senso
Dois dos mais renomados apresentadores de TV, José Luiz Datena e Sônia Abrão, jornalistas, diga-se de passagem, chegaram ao cúmulo do absurdo de bater boca no ar para decidir quem tinha a melhor equipe de reportagem, a mais preparada, competente; quem fazia um jornalismo mais ético. Ético? Será que os dois têm a real noção do significado desta palavra? Será que esqueceram os manuais, as regras, os limites? A responsabilidade.
Daquele momento em diante, todos eram "negociadores", especialistas em seqüestro e resgate, desde os entrevistados até os apresentadores, passando por pastores evangélicos, advogados e toda sorte de gente querendo aparecer e "vender seu peixe". Passaram a falar com o rapaz/delinqüente usando a televisão como mídia (meio). Como se estivéssemos no MSN, on line, vários comentaristas de segurança (novo verbete, o mesmo que repórter policial) começaram dizer: "Este rapaz está fazendo um passeio pelo Código Penal", enquanto outros, usurpando a função dos juízes, estimavam a pena em 28, 30, 40 anos.
Qualquer pessoa em sã consciência saberia que aquele comportamento não estava ajudando em nada. Pelo contrário, só atrapalhou, pois por telefone o rapaz deixou claro que seu maior medo era ser preso e levar tiros. A ética e o bom senso não indicariam evitar, pelo menos, comentários sobre punição? Ora, era óbvio que ele estava acompanhando tudo pela televisão e com essa atitude a mídia atrapalhou o sucesso da operação, mostrando a todo o momento, em detalhes, passo a passo, as ações da polícia e seu posicionamento.
Manuais de redação rasgados
Para a imprensa e seus "atores", qualquer questionamento feito a respeito de seu papel neste e em outros episódios, a exemplo do caso Nardoni, a resposta será a mesma: "Só estamos fazendo nosso trabalho." Será que alguém ainda acredita que é possível fazer jornalismo de forma diferente, mais humana e com mais respeito? Será esse o trabalho da imprensa?
Após o fim trágico da novela mexicana da mídia, assistimos já cansados, à caça às bruxas, aos culpados, aos bodes expiatórios. Interessante é perceber que as mídias não se incluem entre eles e, como em qualquer categoria corporativista, não apontam os seus também. Nem Record, nem Rede TV, nem Datena, nem Sônia. Agora, é hora de todos – das mídias – culparem a polícia, o estado, pois afinal estes são os verdadeiros culpados – os primeiros demoraram a agir e quando o fizeram foi totalmente foras dos padrões internacionais, segundo pseudo-especialistas (que durante quatro dias sequer apareceram para oferecer seus serviços); o segundo por não ter proporcionado as condições básicas necessárias para que "todos" tivessem ou tenham segurança e, depois, por não oferecer às polícias a preparação digna para lidar com casos onde a classe média seja o alvo.
Será que algum dia vamos cortar na própria carne? Vamos discutir o trabalho da imprensa? Seu verdadeiro significado? Alguém vai admitir que, mesmo despreparados, ainda assim usurparam a função do negociador, do estado, dos psicólogos etc., falando com um desequilibrado com reféns? E aumentando seu ego doentio, sua ilusão de ator, de celebridade (pois para ele, e todos os que assistiram, parece que tudo não passou de uma novela). Alguém vai degustar o sabor amargo do fracasso e dizer que não deveria ter dado tanta notoriedade para um insano rapaz que estava ameaçando vidas? Alguém vai admitir que, nessa louca procura por "audiência e furo de reportagem", a ética jornalística foi para os quinto dos infernos? Alguém admitirá que sob o estandarte "Essa é a função do jornalista" todos os limites – morais, éticos, políticos, pessoais, civis, econômicos – foram quebrados?
Todos os limites foram transpostos, todos os liames ultrapassados, todos os paradigmas quebrados, todos os manuais de redação rasgados.
Direitos e deveres
Até quando vamos participar deste showrnalismo sem nos sentirmos culpados? Até quando participaremos, dando audiência e assistindo a esses canais, permitindo que eles transgridam todas as leis e limites?
Em verdade, precisamos de uma nova matéria-prima para construirmos novos homens e mulheres, pois devemos a cada instante nos perguntar: a imprensa, as mídias, são o que nós queremos, ou nós somos um produto dela? Nós construímos a agenda setting ou ela nos constrói? Ou será que a palavra correta seria destrói?
Precisamos urgentemente criar uma cultura de consumo baseada, principalmente, na necessidade real. Será que precisamos disto? Devemos ter olhar crítico, sermos comedidos, fazer análise dos discursos, do que está por trás de cada programa de TV, rádio, jornal, das mídias em geral, quais as suas verdadeiras intenções.
Para os estudantes de jornalismo como eu, um alerta: devemos fixar o olhar nos erros para aprendermos com eles, lutarmos para criar uma nova mídia onde o central não seja o lucro a todo custo, mas o homem, a sociedade, o bem comum. Discutirmos a cada dia o nosso papel enquanto "formadores de opinião", lutarmos desde já pela regulamentação da função de jornalista, para que possamos não só ter direito à liberdade de imprensa, mas deveres, responsabilidades, pelo que fazemos e veiculamos.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O REI DO XADREZ.
“ARTICULAÇÕES PARA A ELEIÇÃO DA MESA DA CÂMARA LEVAM EM CONTA A PLEBE.”O vereador eleito pelo PSDC, Dinho Gás, em entrevista ao programa O Tabuleiro de sexta-feira (24) fez uma prévia de como será o seu mandato, participativo, interativo, dando mais ênfase a população do Nossa Senhora da Vitória, bairro onde vive com sua família e obteve maior parte de seus votos.O vereador eleito disse que sua campanha foi sem recursos, que todos os votos que conquistou é fruto de um trabalho social que já realiza há algum tempo.
Baixo clero
Acostumados a decidir a composição da mesa diretora da câmara sem ouvir os novos vereadores, os reeleitos desta vez, com a nova composição do colegiado e o desenho atual – maioria da base de sustentação do prefeito -, precisaram descer do “altar” e buscar entendimento com o baixo clero - vereadores de partidos tidos como nanicos ou de pouca importância política. A atitude de “humildade”, não parece ter surtido o efeito desejado, pois ainda assim, as coisas caminham para um confronto entre novos (1º mandato) e velhos (reeleitos),isso ficou evidente na entrevista concedida ao programa O tabuleiro pelo mais novo vereador eleito, representante das classes mais humildes (plebe) da sociedade e membro do baixo clero, Dinho Gás.
Em relação à presidência da Câmara, Dinho disse já ter conversado com os vereadores Jaílson Nascimento e Aldemir Almeida e que deve conversar nas próximas horas com o atual presidente, Alisson Mendonça.
O futuro edil revelou que o grupo dos seis novos vereadores, G6, conhecido também por “noviços rebeldes” composto por ele (Dinho - PSDC), Tarcisio (PMN), Valmir de Inema (PP), Gurita (PP), Bel do Vilela (PSDC), e Paulo Carqueja (PT), já se reuniu e pretendem lançar um nome para concorrer à presidência da casa. Disse ainda, que não descarta a possibilidade de fazer parte da mesa diretora já no 1º biênio.
“O ‘tabuleiro’ está na mesa, armado, as pedras estão se movimentando e vencerá a partida, quem conseguir ganhar o rei.”