segunda-feira, 24 de março de 2008

A quem interessa a não construção do Porto?

Por *Valério Bomfim.

Excelente o artigo escrito por Ricardo Ribeiro e postado no blog irmão pimenta a respeito da "guerra" das Ong's contra a instalação do novo porto. Primeiro é bom lembrar, e o Ricardo fez muito bem isso, que essas mesmas Ong's - milionárias - nunca fizeram alarde contra a invasão de parte do manguezal da estrada Ilhéus Itacaré, da Mata da Esperança, dos esgotos despejados nas praias, inclusive os da vizinha cidade de Itabuna, portanto, só nos resta crer que exista algo mais por trás desta discussão, principalmente porque essas mesmas Ong's são financiadas por empresas particulares, com interesses escusos e com ligações "estranhas" com grupos de hotéis e empresas do setor de turismo.Mais estranho é constatar, e ninguém disse ainda publicamente isso, que um mega hotel estava sendo construído exatamente no local onde será o novo aeroporto, portanto, esse é hoje, mais prejudicado e intere$$ado que o projeto seja tirado dali para outras águas. Não estamos com isso dizendo que as O'ngs estão a serviço desse ou daquele setor, só achamos estranho, discursar por "desenvolvimento" sustentável e na prática só pensar no "sustentável", desenvolvimento que é bom, só para si.Depois é fácil constatar que agressões ao meio ambiente ocorrem debaixo das fuças daqueles que se arvoram seus defensores, é só fazer um passeio em Mamoan ou na barra do Sargy para ver que as construções não obedecem nenhum dos pré-requisitos ambientais e cadê essas ong's, instaladas lá, na mesma área, que não enxergam, pra denunciar a quem de direito e espernear? No Sargy, por exemplo, quase não existe mais área de mata, pois a reserva legal exigida por lei para construir nunca foi e nem é respeitada, portanto senhores (as) ambientalistas parem de fazer discursos inflamados e vazios e vamos falar a verdade, a quem interessa a não construção deste empreendimento que trará tantos benefícios para a combalida e agonizante economia local e regional? E o principal, se vai haver impacto, como vamos fazer para diminuí-los? Quais as medidas mitigadoras que vamos exigir do governo e dos investidores, vamos exigir do governo que oficialize a Câmara de Compensação e que nós, sociedade civil, e não só as ong's, estejamos lá representados para dizer de quanto será o percentual do investimento do empreendimento que irá para ações mitigadoras e recuperadoras dos impactos ambientais causados. è isso que acredito quer devamos discutir, o resto, é palco, picadeiro e palanque.

* Professor e graduando de jornalismo

sábado, 29 de dezembro de 2007

Estamos de olho.


A partir do 1º dia de janeiro de 2008, estaremos postando aqui tudo, eu disse tudo que for interessante para manter informadosos munícipes eleitores, que na maioria dasvezes passam despercebidos dabandalheiraque os "políticos" fazem com suas vidas em troca de favores pessoais,doa em quem doer.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Discriminação Perpétua

*Valério Bomfim

"O preconceito é um relativismo individual que resulta em conseqüências graves. As pessoas por acharem que são melhores começam a desmerecer as outras"
É comum ouvir dizer que hoje no Brasil já não existe mais racismo, preconceito ou discriminação. Ao mesmo tempo é impossível negar o alargamento das diferenças sociais e econômicas sofridas pela sociedade no decorrer dos séculos. Para entender estas diferenças é necessário voltar ao período de colonização do País, para perceber também, que há, através da história a perpetuação da discriminação.

No dia 21 de Março de 1960, ocorreu na cidade de Sharpeville, na província de Gauteng, na África do Sul, um protesto, realizado pelo Congresso Pan-Africano (PAC). O protesto pregava contra a Lei do Passe, que obrigava os negros da África do Sul a usarem um cartão, no qual estava escrito a onde eles podiam e deviam ir.Cerca de cinco mil manifestantes reuniram-se em Sharpeville, uma cidade negra nos arredores de Johannesburgo, e marcharam calmamente, num protesto pacífico. A polícia sul-africana conteve o protesto com rajadas de metralhadora. Morreram 69 negros, e cerca de 180 ficaram feridos.Após esse dia, a opinião pública mundial focou sua atenção pela primeira vez na questão do Apartheid, e aos horrores que estavam sendo realizados na África do Sul, no dia 21 de Novembro de 1969, a ONU implementou o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de Março, a partir do ano seguinte.

A sociedade contribui para que o preconceito seja voltado para os negros. Durante a colonização do Brasil, as terras foram tiradas do poder dos índios, que se viram obrigados a trabalhar. Como não se adaptaram bem, por recusarem a escravidão, foram substituídos pelos escravos africanos. Os negros foram arrancados de sua pátria e trazidos para as Américas - um continente desconhecido, onde não lhes ofereceram nenhuma vantagem.

Mesmo depois da abolição, no dia 13 de maio de 1888, os negros não se libertaram. Data daí, o período da intensificação do preconceito."O conflito pessoal começa quando a raça branca faz algum tipo de comentário sobre o passado dos índios ou negros, por causa da escravidão", aponta Maria das Dores.

É necessário também, recorrer a Biologia para que o racismo não seja analisado somente no campo ideológico. "Existe uma parte da ciência, também chamada de Racismo, que estuda a mensuração das espécies humanas. São comparados ossos de homens negros com os de brancos, amarelos e vermelhos, para indicar quais são as diferenças entre cada raça", explica.
É exatamente essa mistura de raças que pode causar mudanças na sociedade. O Racismo ou Etnocentrismo, é a característica de um grupo racial que cria conflitos, tentando mostrar-se melhor que os outros. A Sociologia classifica o racismo como uma discriminação ideológica, na qual um grupo considera ter mais qualidades que o outro. "O preconceito é um relativismo individual que resulta em conseqüências graves. As pessoas por acharem que são melhores começam a desmerecer as outras", esclarece.

Para a Psicologia, o racismo pode gerar certos tipos de patologias nas pessoas discriminadas. A psicóloga Osimar Beatriz Tura, cuja experiência somam-se nove anos de atendimento clínico na cidade de Conquista/MG explicou que as pessoas, quando discriminadas, sofrem um certo isolamento podendo ter como consequência a violência. "Quando alguém está sendo inferiorizado, seja por causa de sua cor ou por sua crença, passa a desenvolver problemas psicológicos. Com isso fica doente ou até mesmo desenvolve um sentimento de raiva, tornando-se violento", exemplifica.


Nzaambi Kakala Yeto
Deus está conosco
*Valério Bomfim é Ó gà Ilê Axé Logunedé e Presidente / YABÁS.

domingo, 21 de outubro de 2007

PROMOÇÃO DA IGUALDADDE RACIAL, MUITO DISCURSO, POUCA OU NENHUMA AÇÃO.

*VALÉRIO BOMFIM
Criado 07/25/2006 - 18:30

DIA MUNICIPAL DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DAS COTAS. (18 de Agosto).

Há muito tempo os representantes do Movimento Negro de diferentes estados do país, em especial de nossa cidade Ilhéus, a terra da gabriela e a primeira cidade mais negra da Bahia depois de salvador, vem sonhando com a efetivação dos tão propagados discursos de “Promoção da Igualdade Racial” e pagamento das dívidas históricas do estado brasileiro com o nosso povo, o povo negro. Reunidos (as) na I Plenária das Populações Negras do Sul da Bahia em Ilhéus, Bahia, Brasil, de 23 de setembro a 20 de novembro de 2005, consideramos que a desigualdade racial no Brasil e em especial em nossa cidade tem fortes raízes históricas e esta realidade não será alterada significativamente sem a aplicação de políticas públicas específicas, sejam elas reparatórias e estruturantes, de ação afirmativa ou inibidora de práticas preconceituosas.Considerando uma série de dados oficiais sistematizados pelo IPEA no ano 2001 que resumem o padrão brasileiro de desigualdade racial: por 4 gerações ininterruptas, pretos e pardos têm contado com menos escolaridade, menos salário, menos acesso à saúde, menor índice de emprego, piores condições de moradia, quando contrastados com os brancos e asiáticos.
Estudos desenvolvidos nos últimos anos por outros organismos estatais demonstram claramente que a ascensão social e econômica no país passa necessariamente pelo acesso ao ensino superior.Observando ainda a extrema exclusão dos/das jovens negros e indígenas das universidades que impulsionou a atual luta nacional pelas cotas, cujo marco foi a Marcha Zumbi dos Palmares pela Vida, em 20 de novembro de 1995, encampada por uma ampla frente de solidariedade entre acadêmicos/as negros/as e brancos/as, coletivos de estudantes negros/as, cursos pré-vestibulares para negros/as, movimentos negros, organizações da sociedade civil, estudantes e líderes indígenas, além de outros setores solidários, como jornalistas, líderes religiosos e figuras políticas.
Acreditando piamente que o PL 73/99 (ou Lei de Cotas) deve ser compreendido como uma resposta coerente e responsável do Estado brasileiro aos vários instrumentos jurídicos internacionais a que aderiu, tais como a Convenção da ONU para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (CERD), de 1969, e, mais recentemente, ao Plano de Ação de Durban, resultante da III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata, ocorrida em Durban, na África do Sul, em 2001.Constatando que o Brasil conta com a segunda maior população negra do planeta e deve reparar as assimetrias promovidas pela intervenção do Estado da Primeira República com leis que outorgaram benefícios especiais aos europeus recém chegados, negando explicitamente os mesmos benefícios à população afro-brasileira.
Afirmamos e isto está evidenciado no dia a dia, que o sistema acadêmico brasileiro em uma perspectiva internacional, apresenta um quadro de exclusão racial no ensino superior dos mais extremos do mundo. A porcentagem média de docentes nas universidades públicas brasileiras não chega a 1%, em um país onde os negros conformam 45,6 % do total da população.Considerando ainda, outros os estudos do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, serão necessários 30 anos para que a população negra alcance a escolaridade média dos brancos de hoje, caso nenhuma política específica de promoção da igualdade racial na educação seja adotada.
Lembrando que nos últimos 4 anos, mais de 30 universidades e Instituições de Ensino Superior públicas, entre federais e estaduais, já implementaram cotas para estudantes negros/as, indígenas e alunos/as da rede pública nos seus vestibulares e a maioria adotou essa medida após debates no interior dos seus espaços acadêmicos. Todos os estudos de que dispomos já nos permitem afirmar com segurança que o rendimento acadêmico dos cotistas é, em geral, igual ou superior ao rendimento dos alunos que entraram pelo sistema universal.
Acreditando e isso é a mais pura verdade, que os argumentos usados por aqueles/as que são contra as políticas de inclusão de estudantes negros/as por intermédio de cotas é que haveria um acirramento dos conflitos raciais nas universidades. Muito distante desse panorama alarmista, os casos de racismo que têm surgido após a implementação das cotas têm sido enfrentados e resolvidos no interior das comunidades acadêmicas, em geral com transparência e eficácia maiores do que havia antes das cotas. Nesse sentido, a prática das cotas tem contribuído para combater o clima de impunidade diante da discriminação racial no meio universitário.Provando na prática que as múltiplas experiências de cotas em andamento nos últimos 4 anos contribuíram para a formação de uma rede de especialistas e de uma base de dados acumulada que facilitará a implementação, a nível nacional, da Lei de Cotas.
Considerando que a declaração de princípios universalistas, feita por membros da elite de uma sociedade multi-étnica e multi-racial com uma história recente de escravismo e genocídio sistemático, confunde-se com uma reedição, no século XXI, do imobilismo subjacente à Constituição da República de 1891 por desconsiderar as desigualdades causadas por séculos de exclusão e racismo. declaramos que as ações afirmativas, baseadas na discriminação positiva daqueles lesados por processos históricos, são a figura jurídica criada pelas Nações Unidas, e referendada pelo histórico movimento negro deste país.Considerando que o Governo Municipal em julho do ano passado assinou o TERMO DE ADESÂO A POLÍTICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL com o Governo Federal, e que após os discursos inflamados, demagógicos e mentirosos ,daqueles que se auto intitulavam representantes do movimento negro, capitaneados por prepostos do executivo oriundos de uma elite branca e racista, nada foi feito de efetivo para pelo menos minimizar a situação de total “LIBERDADE” vividas pelos negros Ilheenses,(sim pois desde 1888 que fomos libertados, homens livres, da educação, do emprego, da cultura, da política, da saúde, da moradia e de todo e qualquer direito humano a uma vida digna,Decidimos conclamar, portanto, toda a sociedade a cobrar deste governo, da forma que dispuser: carta, e-mail, rádio, jornais, etc... a efetivação das políticas de prometidas com o Termo de adesão; da implantação imediata da lei 10.639, da criação de um curso pré- vestibular gratuito para as minorias assistidas que são maioria de nosso povo.Para isso decidimos seguir uma decisão do movimento negro nacional tomada na I CIAD - Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora ocorrida em Salvador, Bahia, Brasil, nos dias 12 a 15 de julho de 2006 e acatamos a criação do Dia Municipal de Mobilização em Defesa das Cotas (18 de agosto), e neste dia iremos cobrar que nossos/as congressistas aprovem, com a máxima urgência, a Lei de Cotas (PL 73/1999) e o Estatuto da Igualdade Racial (PL 3.198/2000), e que o nosso município cumpra os artigos do Termo de Adesão que assinou.

Valério Bomfim
Ó gà Ilè Axé Logunedé
Presidente YABÁS

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

TURMA ALFA DE JORNALISMO DA FACSUL PARTICIPA DE EVENTO EXTRA CURRICULAR


Alun@s da turma ALFA/II do curso de comunicação social/jornalismo da facsul estarão participando da V semana de comunicação.

Como parte das atividades acadêmicas para a formação de novos profissionais da comunicação, a faculdade do sul, leva seus alunos à V semana de comunicação da UESC com objetivo de proporcionar além da formação acadêmica, a visão e o entendimento de responsabilidade social.

Nas palavras da coordenadora do curso,ficam evidentes as intenções da faculdade “Para a professora e coordenadora do curso, Rita Virginia Argollo, a escolha do tema tem como objetivo conscientizar os profissionais e estudantes da área sobre a responsabilidade que a mídia tem para com o desenvolvimento da sociedade.”

Os alunos da turma ALFA (II), participaram do evento assistindo a palestras, oficinas, minicursos, mostra de vídeos e apresentação de trabalhos os participantes, de volta à sala de aula após uma semana de intensas atividades intra e extra curriculares os estudantes irão refletir sobre a utilização das tecnologias da comunicação e informação e seu papel na contribuição da diminuição das barreiras sociais e o bem coletivo.


A abertura da V Semana será no auditório Paulo Souto, a partir das 18:30h, da segunda feira (22), com a apresentação da palestra “Novas tecnologias da comunicação e responsabilidade social”, pelo professor Doutor Luis Carlos Petry, graduado em psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Leia a matéria completa no blog http://www.aconquista.uniblog.com.brou/ clique aqui.

V Semana de Comunicação Social da UESC.


19/10/07 ASCOM/UESC


A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), por meio do Colegiado de Comunicação Social, promove a V Semana de Comunicação. O evento acontece no período de 22 a 26 de outubro, no campus da universidade, tendo como tema norteador: “Novas tecnologias e Responsabilidade Social”.As novas tecnologias vieram para ficar e já começam a alterar o comportamento da sociedade, como um dia fizeram o telefone, o rádio e a TV. Somos hoje a Sociedade da Informação, tendo em nossas mãos uma infinidade de soluções digitais cada vez mais surpreendentes e poderosas. No entanto, todos estes avanços ainda não estão disponíveis para toda a população. Custos altos, falta de infra-estrutura, ausência de capacitação e de uma política definida para a inclusão digital.Para a professora e coordenadora do curso, Rita Virginia Argollo, a escolha do tema tem como objetivo conscientizar os profissionais e estudantes da área sobre a responsabilidade que a mídia tem para com o desenvolvimento da sociedade.Por meio de palestras, oficinas, minicursos, mostra de vídeos e apresentação de trabalhos os participantes irão refletir sobre a utilização das tecnologias da comunicação e informação e seu papel na contribuição da diminuição das barreiras sociais e o bem coletivo.A abertura da V Semana será no auditório Paulo Souto, a partir das 18:30h, com a apresentação da palestra “Novas tecnologias da comunicação e responsabilidade social”, pelo professor Doutor Luis Carlos Petry, graduado em psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O evento contará ainda, com a presença do diretor de arte do filme “Bicho de Sete Cabeças” e “Cidade Baixa”, Marcos Pedroso. Ana Paula Cardoso, cenógrafa da TV Futura. Além de personalidades renomadas na comunicação no cenário nacional como Felipe Pena, Luiz Artur Ferraretto e Eduardo Masami.As inscrições para o evento podem ser realizadas no período de 01 a 19 de outubro na internet, no site www.uesc.br/eventos/5semana. Os demais interessados poderão efetuar inscrição presencial, durante o credenciamento, no primeiro dia do evento, (22/10/2007). As vagas para mini-cursos e oficinas são limitadas.Durante a Semana no intervalo das atividades, às 12:00h e às 17:00h, os participantes do evento poderão participar de momentos culturais com a presença de cantores e bandas regionais como Zabumbahia e Tio Maruzo. O momento será uma oportunidade de integração para os profissionais e estudantes da região, fomentando análises e discussões sobre as tendências contemporâneas das novas tecnologias comunicacionais e tecnológicas.


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

LIMPANDO OS GLÚTEOS.


Essa vai para os Jornalecos,que insistem em tentar ou pensam ,que enganam o povo com falácias pagas e "bem" intencionadas.
Para estes, a foto e a minha opinião pessoal como leitor, a eleição para prefeito de ilhéus não será decidida por jornalecos de itabuna ,nem tampouco por ingerências de secretários de estado que pagam a estes para "criar" matérias.